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Tratar e educar o autismo: cenário político atual – entrevista com Pierre Delion

Maria Cristina Machado Kupfer, Rinaldo Voltolini

Resumo


A entrevista aborda as relações atuais entre medicina, pedagogia, psicologia em torno do trabalho com crianças que apresentam problemas graves de desenvolvimento, que tendem a ser classificadas como TEA (transtornos do espectro autista), bem como apresenta um balanço da experiência do professor Pierre Delion na universidade e no serviço público francês. Em nosso mundo atual, num momento em que uma tensão significativa se estabeleceu em torno da questão da conceituação e do trabalho com o autismo, em seguida a decisões governamentais polêmicas, ocorridas em vários países, notadamente Brasil e França, procuramos interrogar o professor Delion acerca de sua experiência como médico, acostumado há décadas com o trabalho conjunto com educadores, psicólogos e cuidadores em geral dessas crianças. Se, de um lado, podemos notar em nosso contexto atual uma tendência do meio pedagógico em direção à lógica medico-psicológica, que se pretende dominante no caso específico do trabalho com as crianças autistas, por outro, torna-se curioso acompanhar as reflexões de um médico fazendo o caminho inverso e sublinhando a importância de não se perder de vista o caráter educativo na abordagem com essas crianças. O objetivo principal dessa entrevista é colocar em relevo os elementos fundamentais para compreender o autismo e o trabalho com ele, partindo de uma experiência consolidada por meio de pesquisas e de trabalho diário em instituição, sem sucumbir a polêmicas ideológicas que disputam campos a partir de posições previamente estabelecidas.

Palavras-chave


Autismo; Educação; Ensino; Tratamento; Psicanálise

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/s1517-97022017430300201

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