Romantismo e objetividade: notas sobre um panorama do Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0101-47141994000100012Palavras-chave:
Panorama, Panorama do Rio de Janeiro (Paris, 1824), Convenções visuais oitocentistas, RomantismoResumo
Romantismo e objetividade: notas sobre um panorama do Rio de Janeiro Margarelh da Silva Pereira Enfoca O grande Panorama do Rio de Janeiro, exibido em Paris em 1824, do qual se conhece a série de aquarelas que serviram de base tanto àquela ampliação quanto às sucessivas gravuras da cena que foram produzidas na década de 1830. Busca-se mostrar como os panoramas em sua formalização inicial dialogam com as teses do romantismo e da Naturphilosophie, mobilizan-do heranças da pintura seiscentista. No desenvolvimento desta forma de exibição as aquarelas do Rio apresentam sintomas do gradual afastamento das ambições iniciais através do tratamento dispensado ao sítio natural e à cidade. Por fim, a invenção do daguerreótipo, e as vistas urbanas em võo de pássaro, enlre outros, balizariam a mudança de sensibilidade na produção e na fruição dessas telas circulares. A partir de 1840/50 os panoramas engendrados pelo desejo de fusão entre arte e ciência e pela reflexão sobre a natureza e a liberdade, tornar-se-iam, sobretudo, um divertimento de massas.Downloads
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Publicado
1994-01-01
Edição
Seção
Museus
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Como Citar
PEREIRA, Margareth da Silva. Romantismo e objetividade: notas sobre um panorama do Rio de Janeiro . Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, São Paulo, v. 2, n. 1, p. 169–198, 1994. DOI: 10.1590/S0101-47141994000100012. Disponível em: https://periodicos.usp.br/anaismp/article/view/5299.. Acesso em: 3 abr. 2025.