A Cultura a serviço do progresso social: a atuação de Jorge Zahar na construção de um projeto de país
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.i139p41-54Palavras-chave:
Jorge Zahar, História do livro, Edição, Ciências sociais, Política brasileiraResumo
Jorge Zahar foi um dos mais importantes editores do Brasil, fundamental na consolidação das ciências sociais e humanas e participante ativo nos principais debates públicos da segunda metade do século XX. Neste texto, a atuação editorial de Jorge Zahar será analisada a partir da construção do catálogo da Zahar Editores, tendo como foco dois momentos distintos. O primeiro, que vai da criação da editora em 1957 até o início dos anos 1970, tem seu foco na tradução de autores vinculados à esquerda estadunidense. O segundo momento ganha relevância no final dos anos 1960 e continua na década seguinte, com destaque para as abordagens críticas às teorias da modernização. A partir da análise do catálogo da Zahar Editores, é possível perceber a existência de um projeto político que foi construído em diálogo com os diversos movimentos intelectuais e sociais da época.
Downloads
Referências
AZEVEDO, F. C. Editar livros, sonho de livreiros: os Zahar e o livro no Brasil (1940-1970). Rio de Janeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2018.
BEIGEL, F. “Vida, muerte y resurrección de las ‘teorías de la dependencia’”. Crítica y teoría en el pensamiento social latinoamericano. Buenos Aires, Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais, 2006, pp. 287-326.
BEIGEL, F. “La Flacso chilena y la regionalización de las ciencias sociales en América Latina (1957-1973)”. Revista Mexicana de Sociologia, v. 71, n. 2, 2009, pp. 319-49.
BOTTOMORE, T. Críticos da sociedade: o pensamento radical na América do Norte. Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1970.
DOMINGUES, J. M. “A América: intelectuais, interpretações e identidades”, in Do Ocidente à Modernidade: intelectuais e mudança social. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2003.
GARCIA JR., A. “A globalização pensada na periferia”. Antropolítica, v. 26, n. 1, 2009, pp. 127-60.
HARVEY, O ́C. O império do petróleo. Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1959.
KONDER, L. “Marcuse, revolucionário”. Physis: Revista de Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, v. 8, n. 1, 1998.
MATTSON, K. Intellectuals in action: the origins of the new left and radical liberalism, 1945 -1970. Pennsylvania, The Pennsylvania State University Press, 2002.
MCCHESNEY, R. The Monthly Review story: 1949-1984. Disponível em: https://mronline.org/2007/05/06/the-monthly-review-story-1949-1984/. Acesso em: 30/dez./2018.
NÓBREGA, L. “A tradução de livros de ciências sociais no Brasil: uma análise das publicações da Zahar Editores (1957-1984)”. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 36, n. 107, 2021, pp. 1-16.
PHELPS, C. “A socialist magazine in the American century”. Monthly Review, v. 51, n. 1, 1999.
PIRES, P. R. A marca do Z: a vida e os tempos do editor Jorge Zahar. Rio de Janeiro, Zahar, 2017.
RIDENTI, M. “Artistas e intelectuais no Brasil pós-1960”. Tempo Social, v. 17, 2005, n. 81-110.
RIDENTI, M. O fantasma da revolução brasileira. São Paulo, Unesp, 2010.
RIDENTI, M. Em busca do povo brasileiro. São Paulo, Unesp, 2014.
RIST, G. The history of development: from western origins to global faith. Londres/Nova York, Zed Books, 2008.
SANTOS, T. dos. A teoria da dependência: balanço e perspectivas. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2000.
SECCO, L. A batalha dos livros: formação da esquerda no Brasil. Cotia, Ateliê Editorial, 2017.
SILVA, L. N. da. Editoras e ciências sociais no Brasil: a Zahar Editores e a emergência das ciências sociais como gênero editorial (1957-1984). Rio de Janeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2019.
WHEATLAND, T. Frankfurt School in exile. Minneapolis/London, University of Minnesota. Press, 2009.
WILLIAMS, R. Marxism and literature. Nova York, Oxford University Press, 1977.
ZAHAR, J. Editando o editor 5: Jorge Zahar. São Paulo, Edusp/Com-Arte, 2001.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2023 Revista USP

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Pertence à revista. Uma vez publicado o artigo, os direitos passam a ser da revista, sendo proibida a reprodução e a inclusão de trechos sem a permissão do editor. |