REDES SOCIAIS DIGITAIS, EPISTEMOLOGIAS RETICULARES E A CRISE DO ANTROPOMORFISMO SOCIAL
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.v0i92p6-19Palavras-chave:
redes sociais digitais, pós-humanismo, teoria da complexidade, ecossistemas.Resumo
O surgimento das redes digitais delineia-se, em nível teórico, como uma oportunidade para uma análise, não apenas sobre a importância do papel da comunicação na nossa sociedade, mas, também, sobre as transformações do conhecimento e das dinâmicas de inovação na nossa contemporaneidade. A partir desse contexto, o presente artigo propõe uma reflexão conceitual ao apresentar a perspectiva reticular como uma ruptura epistêmica, que tem suas origens em diversos campos do conhecimento científico desde a primeira metade do século XX, delineando-se, aos poucos, como uma nova forma explicativa da complexidade que encontra na forma tecnológico-comunicativa sua expressão concreta. A difusão da arquitetura reticular informativa de uma inteligência planetária aponta para a necessidade do repensamento do antropomorfismo social, tornando-se um dos desafios hermenêuticos da nossa época.
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